Depois de 100 horas de código promocional pinnacle, eis meu veredito: o jogo não é o clássico jogo de extração. Normalmente esse gênero nunca me atraiu, por ser muito punitivo e estressante, mas aqui é totalmente o oposto — é muito divertido. Fazer amizade nesse jogo é bem fácil, então a dinâmica jogando em dupla ou trio fica muito mais tranquila e, na maior parte do tempo, engraçada pra caramba. A parte do PvP é sensacional. Tem momentos em que você chega em um local, elimina um squad e, do nada, aparecem mais quatro squads e te quebram na porrada. Só que, quem dera o problema fossem só os players… o verdadeiro problema são os filhos de uma maldade encarnada chamados ARC. Essas coisas ruins vieram direto da sétima camada do inferno, do lugar mais profundo e cruel possível. São altamente inteligentes e insistentes. Essas desgraças parecem saber exatamente onde você está e, na minha percepção, aprendem o que você faz, seus movimentos e suas decisões. Teve um momento em que eu estava enfrentando um fogueteiro, e ele começou a cercar todas as portas do prédio onde eu estava. Resultado: perdi 3 itens roxos, porque ele ficou spamando bomba, sa desgraça. Brincadeiras à parte, no geral o jogo é muito bom e muito gostoso de jogar, tanto solo quanto com amigos. Todos os mapas são extremamente bem feitos e, sinceramente, é o melhor jogo multiplayer que eu joguei nos últimos 5 anos. Vale a pena o valor, cheio ou em promoção.
Muitas vezes, quando um jogo gera muito hype, a queda costuma ser feia. Eu entrei em Stellar Blade com as expectativas lá no alto, esperando um bom jogo de ação e um visual impecável. Para minha surpresa, o jogo não apenas entregou o que prometeu, como conseguiu superar o que eu imaginava. É raro encontrar um título que consiga sustentar o peso da própria ansiedade da comunidade e ainda assim entregar algo que parece novo e autêntico. Se existe um elemento que eleva Stellar Blade de "um jogo muito bom" para "uma obra de arte", é a sua trilha sonora. É, sem dúvida, uma das melhores partes de toda a experiência. As composições (com forte influência do estilo de Keiichi Okabe, de NieR) não são apenas um fundo musical; elas dão alma aos cenários desoladores e urgência aos combates contra os Naytibas. Muitas vezes me peguei parado em uma área apenas para ouvir os vocais melancólicos ou a batida eletrônica que embala a exploração. A música dita o tom emocional de cada passo da Eve, tornando a jornada muito mais imersiva e memorável. A trilha sonora de Stellar Blade não é apenas um acessório, ela é o fio condutor da história. Um dos momentos mais marcantes para mim foi perceber como a música do menu principal se integra ao próprio jogo. Existe uma missão dedicada a essa melodia que transforma o que seria apenas um tema de abertura em algo profundo e cheio de significado para a protagonista. É de arrepiar quando você finalmente entende a importância daquela composição enquanto explora o mundo. Esse cuidado da Shift Up em transformar a música em um elemento narrativo é o que faz dela uma das melhores trilhas que já ouvi em anos, elevando muito a minha experiencia. Embora o visual tenha chamado muita atenção inicialmente, o que me prendeu foi o combate polido e a exploração recompensadora. O jogo flerta com o gênero Soulslike, mas mantém uma identidade própria de ação frenética. Mesmo sabendo que o jogo seria bonito, a direção de arte e a fluidez dos movimentos me pegaram de surpresa. É um pacote completo que mostra que a Shift Up veio para brigar com os gigantes da indústria. Veredito Stellar Blade é a prova de que, mesmo quando esperamos muito de algo, ainda podemos ser surpreendidos pela dedicação aos detalhes. É um jogo obrigatório, seja pelo combate afiado, pelo mundo intrigante ou, principalmente, pela trilha sonora magistral que vai ficar na minha cabeça por muito tempo.